Operação mira esquema de carvão ilegal em MG e leva a bloqueio de mais de R$ 55 milhões
Operação mira esquema de carvão ilegal em MG e leva a bloqueio de mais de R$ 55 milhões Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais investiga um esquem...
Operação mira esquema de carvão ilegal em MG e leva a bloqueio de mais de R$ 55 milhões Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais investiga um esquema de extração e venda ilegal de carvão vegetal produzido a partir de mata nativa. Ao todo, 27 pessoas físicas e jurídicas são alvo da apuração. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 55 milhões em ativos financeiros, além da apreensão de mais de R$ 30 mil em dinheiro vivo e da suspensão das atividades das empresas investigadas (saiba mais abaixo). Segundo a delegada Bianca Landau, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema), as investigações começaram em 2023, após a identificação de uma siderúrgica que estaria extraindo carvão de forma irregular. De acordo com a polícia, o grupo atuava em conjunto para produzir, comercializar e ocultar a origem ilegal do material. "As empresas misturavam carvão lícito com o carvão ilícito, e usavam a guia de controle do [carvão] lícito para dar aparência de legalidade e dificultar a investigação", esclareceu a delegada. Investigadores analisando materiais apreendidos durante a operação Kodoma. Divulgação/PCMG Empresas de fachada em nome de laranjas Outro recurso apontado é o uso de empresas de fachada registradas em nome de terceiros. Essas empresas, segundo a polícia, eram controladas pelos investigados e tinham várias filiais, o que facilitava a emissão de documentos e a circulação do carvão. Durante a operação, também foram apreendidos equipamentos eletrônicos. Em Taiobeiras, foram encontrados R$ 27.650 em espécie. Já em Brasília (DF), outro alvo estava com R$ 5.600, incluindo valores em moedas estrangeiras, como ienes e dólares. As apurações indicam indícios de crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e infrações ambientais. Segundo a delegada, algumas empresas movimentavam valores muito acima do declarado. “Uma das empresas investigadas apresentou lucro 11 vezes maior em três meses do que aquilo que ela anualmente declara”, explicou a delegada. A polícia também aponta impacto ambiental relevante. “Um dos autos de fiscalização verificou que 9 mil metros cúbicos de carvão ilícitos foram produzidos, impacto ambiental muito grande”, completou. A operação ocorreu em cidades de Minas Gerais, como Várzea da Palma, Taiobeiras, Três Marias, Elói Mendes, Coração de Jesus, Indaiabira, Francisco Sá, Belo Horizonte, Águas Vermelhas, Santo Antônio do Retiro, Ubaí e Rio Pardo de Minas, além de Aracaju (SE) e Brasília (DF). As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o esquema. Operação Kodama, da Polícia Civil de Minas Gerais. Divulgação/PCMG Vídeos mais assistidos do g1 MG